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Machu Picchu – 10º Dia – Rio Branco

15/06/2011

Acordamos na madrugada da segunda pra ver como estavam o Chaltein e o Rui. Eles sairiam do hotel em um carro fornecido pelo seguro para levá-los ao aeroporto. O carro chegou, e uma surpresa, era o mesmo motorista do guincho que foi me buscar na estrada 3 dias atrás. O cara deve dirigir pra N empresas diferentes. O Rui foi no carro com o Chaltein, e eu e o Logan voltamos a dormir. Faltava pouco pra acabar nossa sina. Bom, só na teoria.

Horas depois, o Rui volta ao hotel, sem o Chaltein. Ótimo sinal! Tudo tinha dado certo! Fomos ao encontro dele pra comemorar, somente pra ouvir que a história não foi tão simples assim.

Pelo que me lembro que o Rui contou, eles chegaram no aeroporto, foram até a companhia aérea pra resgatar a passagem através do voucher fornecido pelo seguro. A comissária responsável, quando viu o estado do Chaltein, que ainda aparentava estar bem confuso e andava um pouco grogue, parou os dois na hora: “Ele não pode viajar nesse estado”. Putz. A mulher não queria deixar o Chaltein embarcar. Pelo que entendi, parece que é responsabilidade da companhia aérea caso algo aconteça com o cliente no ar, e era um risco deixar ele embarcar. O Rui penou pra explicar o caso, que ele precisava ir pra casa, a família estava esperando, etc. A mulher exigia algum atestado médico que comprovasse as condições dele embarcar.

Por extrema coincidência, o Rui tinha no bolso um atestado que o ortopedista de sexta-feira escreveu, o primeiro cara que atendeu o Chaltein, que dizia simplesmente “O paciente tal sofreu um acidente e quebrou o braço”. No dia, eu usei esse atestado para tentar negociar com o seguro a viagem de volta, para comprovar que o acidente tinha acontecido. Antes deles saírem do hotel, o Rui, por precaução, pegou esse atestado que eu havia jogado no lixo! Não havia pensado na possibilidade de ele ser útil novamente.

Apesar do atestado não dizer em nenhum momento que o Chaltein tinha condições de viajar, a comissária resolveu atender as súplicas do Rui e deixar o Chaltein embarcar. Só avisou que a outra companhia aérea, em São Paulo, poderia recusar o atestado. Como em São Paulo o pai do Chaltein estaria lá esperando, ficamos tranquilos. A conexão em Porto Velho seria pela mesma companhia.

Ah ! Finalmente ! O Chaltein estava a caminho de casa! Um sentimento de alívio geral. Finalmente iria encontrar a família, ser tratado adequadamente, fazer ressonância magnética (que não existia no Acre…), fazer a cirurgia no braço. Um final feliz pro caso dele estava por vir.

Mas, não tão rápido. Cerca de uma hora depois do embarque, que na verdade foi exatamente o tempo necessário pro avião fazer a conexão em Porto Velho, recebemos um telefonema… do Chaltein! Ficamos todos brancos. Tínhamos orientado o Chaltein a nos ligar caso acontecesse qualquer coisa. Pelo tempo que havia passado, era fácil deduzir que alguma coisa tinha dado errado em Porto Velho. O grande Murphy nunca nos decepcionou.

Conversamos com ele, e ele nos explicou que não queriam deixar ele embarcar no outro avião. Não! Como assim… não podia ser. Pedi pro Chaltein passar pra comissária. Ela nos disse que o comandante da aeronave não aceitou que o Chaltein embarcasse com aquele atestado. Nessa hora lembro de ter estourado no telefone. Era um completo absurdo a mesmíssima companhia não deixar ele continuar viagem em Porto Velho, depois dele embarcar em Rio Branco. Lembro de uma hora ter usado essas palavras: “Minha filha, vocês deixaram ele embarcar em Rio Branco! Se você deixar ele sozinho aí em Porto Velho, ele vai morrer aí e a culpa é suas!”.

Quando ouviu isso, a mulher começou a procurar alternativas, conversar com o pessoal da companhia lá. Ela ficava perguntando se não seria possível que arrumássemos um atestado dizendo que ele poderia viajar, que poderia dar tempo, etc. O avião iria decolar em menos de uma hora. A gente já estava calejado da burocracia do hospital e sabia que um atestado desse seria extremamente difícil. Mais discussão, e no fim ela me disse que faria de tudo pra ele embarcar, mas que não podia garantir isso, e era imprescindível o atestado até mesmo pra ele permanecer na aeronave na escala de Cuiabá.

Lá fomos nós, Rui e eu, de volta pra desgraça do pronto socorro, tentar tirar um atestado médico da cartola. Era difícil achar um médico que atendesse o Chaltein quando ele estava internado, onde raios íamos arrumar um atestado do nada. Ligamos pra mãe dele, e pedimos que ela pressionasse o seguro pra que ele intervisse na questão, já que a responsabilidade do Chaltein também era do seguro (afinal, pra que servem seguros…). Por sorte, a mãe dele teve uma idéia salvadora.

Eu e o Rui estávamos correndo pra todos os lados e ligando pra todo mundo que a gente conhecia lá, atrás de algum médico, diretor, administrador, qualquer um que pudesse pedir um atestado de viagem. Expliquei a situação pra metade do hospital e nada. O médico que se prontificou a nos ajudar, Rafael, era ortopedista e dizia que precisava do prontuário do paciente pra comprovar a alta do neurologista e fazer o atestado, e o prontuário aparentemente era guardado a sete chaves. Porém, a mãe do Chaltein tinha tido contato com uma assistente social do hospital durante a internação dele. Ela ligou pra essa assistente social, Cristina, e ela disse que poderia resolver nosso problema. Encontramos com ela no hospital, e ela requisitou a uma das assistentes dela que fosse buscar o prontuário e levar para o Rafael fazer o atestado.

Enquanto aguardávamos na sala da assistente social, o tempo ia passando. Não tínhamos certeza se o Chaltein tinha embarcado, se estavam esperando o atestado. Quando o atestado chegou, rapidamente tirei foto com o celular, e enviei por email para a comissária da companhia aérea em Porto Velho. Tudo isso acontecia faltando 5 minutos para que o avião decolasse. Liguei imediatamente pra ela. Ela disse que havia recebido o atestado e o Chaltein chegaria em São Paulo.

O atestado médico salvador, exatamente a foto que a comissária recebeu.

Agooooora sim podíamos respirar! O Chaltein rumava pra São Paulo, com apenas uma escala em Cuiabá, onde não precisaria sair do avião, e encontraria o pai dele, finalmente garantindo seu final feliz.

Parece brincadeira, mas ainda não foi o final da história. Ficamos sabendo que, ao chegar em São Paulo, o pai do Chaltein o aguardava em frente ao guichê de saída do avião. Ele tinha pedido pra entrar e buscar o filho lá dentro, mas não permitiram. Ele aguardou, aguardou, até o piloto saiu do avião e fecharam a porta. Ele segurou o cara e falou: “Opa opa! Cadê meu filho??”. Começou mais uma série de ligações e buscas, comissárias confusas tentando ajudar, responsáveis do aeroporto tentando resolver…

Enquanto isso, a mãe do Chaltein ligava pra ele seguidamente, até que na quinta tentativa ele atendeu e seguiu-se o diálogo:

– “Alô.”

– “Meu filho, onde você tá? Você tá em Guarulhos?”

– “Hmm, aqui é Guarulhos?” – Responde o Chaltein, direcionando a pergunta a alguém.

– “Filho, deixa eu conversar com essa pessoa que tá aí com você.”

A tal pessoa atendeu. Nisso a mãe do Chaltein descobriu que ele havia passado mal na viagem, e o haviam levado para a enfermaria do aeroporto de Guarulhos antes dos outros passageiros descerem. Ela avisou o pai, que foi ao encontro do Chaltein na enfermaria.  Depois de tudo que passaram, todo o desespero, noites sem dormir e imaginando o pior, só posso imaginar qual foi a sensação dos pais de terem finalmente reencontrado o filho que havia se acidentado a 3500 km de casa, sido internado e precisava de cuidados médicos.

Ao final do dia, nos ligaram e nos tranquilizaram, dizendo que o Chaltein já estava internado em Belo Horizonte, ia fazer ressonância magnética na cabeça e já tinha a cirurgia do braço marcada. Sua mãe fazia guarda ao lado dele no hospital. Bom, depois de tantos percalços, finalmente conseguimos devolver o Chaltein a sua família, são (ou quase) e salvo!

Essa experiência toda me fez refletir no quanto nós conseguimos nos adaptar a situações extremas. Três dias atrás estávamos numa estrada no meio do Acre, muito longe de casa, com uma roda quebrada e um amigo acidentado e desacordado, onde não tinha sequer sinal de celular! Faltaram passagens de avião, médicos, guinchos, quartos de hotel, peças, mecânicos. Nossos únicos recursos eram a cabeça pra pensar e contatos anotados em uma folha de papel.

Hoje, olhamos pra trás e vemos que conseguimos passar por tudo aquilo, ilesos. Sim, o Chaltein se recuperou totalmente, hoje está fazendo mestrado em inteligência artificial na Bélgica. A única sequela foi a perda de memória de alguns dias subsequentes ao acidente, e a única marca foi a cicatriz da cirurgia no braço esquerdo, que agora tinha mais metal que o braço do Wolverine. Mas, cicatrizes são apenas desenhos pra nos ajudar a lembrar das aventuras que vivemos. E pra ajudar a contar as histórias pros netos.

A prefeitura ficava próxima ao hotel, de frente pra uma praça

Apesar dos fatos descritos acima por si só já serem suficientes para um dia cheio, esse dia ainda foi bem maior pra nós. Depois de resolvermos o problema do atestado no hospital, ainda tínhamos muito o que fazer. Precisávamos arrumar a roda da Buell,  e enviar as bagagens e a moto do Chaltein de volta, o que significava achar uma transportadora. Era uma segunda, e queríamos sair terça de manhã para continuar nossa viagem. Era um fato que estávamos bem tranquilos quanto ao Chaltein, e esses outros problemas agora pareciam insignificantes perto do que já tínhamos passado.

Combinei com o Rui e o Logan que eu iria ver a situação da roda, e tentar resolver a questão da transportadora para levar a XT do Chaltein, que aparentemente ficava perto da concessionária Yamaha onde minha moto estava, e enquanto isso eles iam cuidar do envio das bagagens pelo correio.

Liguei para o Zeca, o mecânico que de bom grado nos ajudou no sábado. Ele me informou que havia enviado as rodas para uma oficina chamada Rodas de Ouro, especializada em recuperação de rodas de liga leve. Fui até lá. O mecânico lá me disse que tinha muito trabalho e provavelmente só iria poder me entregar a roda traseira no dia seguinte, terça. Perguntei pra ele quanto iria sair o trabalho, era algo em torno de 200 reais. Disse que pagaria 250 caso ele me entregasse as duas rodas até as 17h! Ele acenou positivamente e eu fiquei de voltar no horário combinado.

Fui visitar a Buell e a XT do Chaltein na Yamaha onde o Zeca trabalhava. Lá encontrei com ele e tentei deixar claro o quanto significava pra mim e pros meus amigos toda ajuda que estava nos prestando. O Zeca era um cara simples e humilde, jovem, que falava um pouco embolado, andava de moto como nós, e deixava claro no olhar o quanto ele estava satisfeito de poder nos ajudar. Pelo estado da XT, aparentemente ela poderia andar. O Zeca me indicou onde era a tal transportadora que me recomendaram, e fui lá ver os procedimentos para o envio.

Lá, negociei com o sujeito, que pelas histórias que contava estava acostumado a enviar motos acidentadas para o sudeste. Ele tinha contato com cegonheiros. Havia um probleminha: a próxima cegonha só sairia dali a dois ou três dias, e não havia lugar para guardar a XT até lá. Ou seja, ela deveria ser entregue a ele somente no dia do transporte, com metade do pagamento combinado em dinheiro. A outra metade seria paga na hora de recebê-la em Belo Horizonte.

Na hora, pensei novamente no Zeca. Era um cara que nos ajudou tanto e tantas vezes que eu confiava plenamente nele pra deixar a moto e o dinheiro nas mãos dele. O foda era ter que pedir mais um favor.

Voltei para o hotel e Logan e Rui já tinham despachado as bagagens do Chaltein pelo correio. Estávamos no início da tarde. Aproveitamos para procurar um lugar pra almoçar, bancos pra tirar dinheiro, e andar um pouco pra dar uma arejada. Tínhamos tempo até a hora de ir cobrar a roda novamente. Aproveitamos pra fazer algum turismo em Rio Branco.

Praça que ficava em frente à prefeitura.

Falando na cidade, ela me impressionou bastante. Rio Branco é uma cidade bonita, bastante organizada, com ruas e avenidas bem feitas e sinalizadas, parques, uma ótima estrutura. Bem diferente da imagem que tínhamos de lugar desconhecido e abandonado. Acho que a única crítica vai pra saúde pública precária, mas esse é um problema brasileiro e não apenas acreano.

Colégio municipal

Chegou a hora de ver o conserto da roda. O Rui me levou de XT, cheguei pontualmente às 17h na oficina e voilá! Roda pronta! Soldada e pintada! A dianteira também havia sido pintada pra combinar com a nova cor. Claro que não era assim um serviço exemplar, mas estava muito bom pelo pouco tempo que o cara teve pra fazer. E o melhor, ele cumpriu o prazo. O que uma gorjeta a mais não faz.

Corri pra chamar um taxi e fui direto pra Yamaha. A concessionária fechava as 18h, motivo pelo qual eu precisava da roda as 17h. Já tinha avisado o Zeca por telefone e ele estava me esperando pronto pra botar as rodas no lugar. Cheguei lá e o Rui chegou em seguida, e fomos acompanhando o serviço do Zeca. Lembro que trocamos uma idéia com um sujeito que tinha acabado de ir e voltar de Cuzco pela estrada que íamos pegar. Pelo relato dele, seria algo em torno de 50 a 100 km de trechos não pavimentados, devido às obras da estrada que estava terminando de ser construída. Ah, quando comentamos o caso da transportadora, o Zeca concordou na hora em entregar a XT do Chaltein no dia certo!

Buell pronta, rodas no lugar! Alegria Alegria! O caso do Chaltein tinha tomado tanto a nossa atenção, que mal lembrava que eu também corria o risco de ter que voltar pra BH pela falta de moto. Aí bateu a ficha que eu teria minha nova chance de chegar ao final. Poderia continuar a viagem que tanto sonhei fazer. Isso graças, em grande parte, ao cara simples e humilde, jovem, que falava um pouco embolado, andava de moto como nós, e deixava claro no olhar o quanto ele estava satisfeito de poder nos ajudar.

A valente Buell rodava novamente !

Nesse episódio do Acre, em várias situações vimos o quanto se pode contar com algumas pessoas quando se está em necessidade. Paulo do motoclube, Dr. Sandro, Cristina do hospital, o gerente do hotel que nos arrumou um quarto de última hora, somos gratos a todos eles. Mas o Zeca foi o nosso herói. Éramos quatro forasteiros desconhecidos, vindos de terras distantes, e sem querer saber se a gente sequer valia a água que bebia, ele foi até o hotel, levou a Buell, desmontou as rodas e levou pra arrumar, depois montou de novo, foi na estrada a 40km de distância buscar a BMW e a XT do Chaltein. Resolveu isso tudo sozinho, e agora, iria ficar com a XT e a grana pra entregar na transportadora no dia certo, pra que pudéssemos seguir viagem. Sem cobrar um centavo.

Nossa despedida do Zeca foi memorável. Depois de sair do serviço, ele passou no nosso hotel para acertar os últimos detalhes sobre a entrega na transportadora e pra pegar o dinheiro que iria entregar lá. Lembro que a gente tentava de todas as formas expressar pra ele o quanto valia a nossa recém-criada amizade. Agradecíamos, elogiávamos, chamávamos pra tomar uma cerveja com a gente. Oferecíamos nossas casas caso ele quisesse passar em BH. Nossas caras de alegria tentavam passar o recado. O Rui foi o primeiro a dizer: “Cara, vo te dar um abraço.” e foi. Eu e o Logan seguimos o gesto. Quando soltamos, o Zeca tinha os olhos cheio de lágrimas e estava vermelho de satisfação. Acho que ele entendeu a diferença que fez em nossas vidas. Hoje, o dia que escrevo esse relato, quase um ano depois do acontecido, estou enviando uma carta para o Zeca, com uma foto nossa e alguns dizeres para lembrá-lo que ele sempre terá quatro amigos eternamente gratos no meio de Minas Gerais.

Nos restava apenas esperar o dia seguinte. Saímos pra comer alguma coisa e pra ter a oportunidade de testar a Buell. Fomos a um lugar bastante interessante, uma pizzaria chamada Princesinha que ficava na beira de uma praça inclinada, com alguns pisos de madeira que faziam andares. Era um lugar movimentado e me lembrou de longe nossa Savassi de BH.

Voltamos ao hotel, fizemos as malas para o dia seguinte. Parecia que tinha semanas que estávamos ali naquele quarto, e tínhamos finalmente ganhado a liberdade. Sairíamos de Rio Branco, continuaríamos nossa viagem. No dia seguinte cruzaríamos a fronteira, iríamos para terras estrangeiras! Eram sensações que tínhamos perdido e agora, ali, com as motos prontas e malas feitas, elas voltavam. Não mais o bando de mineirinhos perdidos e desorientados no meio da amazônia, seríamos novamente os corajosos e destemidos aventureiros prontos para desbravar as terras incas!

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6 Comentários
  1. Rodrigo permalink

    Uma hora da manhã e não consigo parar de ler. Que experiencia, que sufoco, companheirismo…
    Parabéns pelo relato.
    Abs,
    Rodrigo
    Buell Ulysses
    Rio de Janeiro

  2. Ramon Lopes de Lima Mendes permalink

    To lendo como se fosse um livro tb, ja passa das 0 horas e ainda estou lendo a aventura de vcs, muito perrengue, mas espero um final feliz, rssss. Nao me contem o final!!!!

  3. caraca…………………………………….é um vício ler esse relato!!!!!

    muito rica as informações……………em 2012, vou visitar o Zeca………..só para conheçe-lo!!!

  4. Patrick permalink

    Esse Zeca é o cara mesmo…
    Tem que dar valor a esse rapaz !!

  5. Marcio Barros permalink

    Wow, nem sei o que falar, sorte minha poder ler o relato da viagem e me programar para minha em breve.

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