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Machu Picchu – 15º Dia – Cusco

29/06/2011

Acordamos cedo para dar tempo de pegar um passeio turístico próximo que o Luís pudesse nos acompanhar, ou seja, que só ocupasse a parte de manhã. Escolhemos um passeio que mostrava os Tipons, que são um tipo de terraplanagem que os incas faziam para cultivarem comida nas alturas, e um depois passava pela vila dos Wari, ou como os incas os chamavam, os pulguentos.

Os Tipons. Cada plataforma dessa era usada pra um tipo de cultivo

Os Tipons eram bastante interessantes. Plataformas construídas sobre pedras para o cultivo de batatas, milho e outros. Lá existe um sistema de irrigação moderno que funciona até hoje. A água é drenada de um veio da montanha e distribuída sobre todas as plataformas de pedra.

O sistema de irrigação funciona até hoje.

A vila dos Wari guarda a história de como o império Inca começou. Os Wari eram chamados de pulguentos como uma forma de xingamento: eles eram os inimigos dos Incas. Antes do império inca existir, os Wari apareceram nessa região e não agradaram aos povos que viviam ali. Como uma forma de rechaçar os intrusos, os povos foram unidos sob um único líder, o Inca, e juntos expulsaram os Wari. A partir daí o império do Inca cresceu unido e se tornou uma potência, até a chegada dos espanhóis.

A vila dos Wari

 

Avenidas grandes construídas com pedras.

Voltamos a Cusco e fomos almoçar mais um prato típico, mas bem menos exótico que o Cuy: Truta. A truta é muito comum no Peru, e é servida das mais diversas formas. Vale a pena experimentar as diversas receitas de truta disponíveis.

Quando voltamos ao albergue, reparei que o pneu traseiro da minha moto estava vazio. Bom, pelo menos nesse ponto eu já tinha confirmado o sintoma com certeza: o pneu esvaziava lentamente quando a moto ficava parada. Durante o dia de viagem era imperceptível, mas da noite pro dia a pressão caía bastante. Teria que calibrar todos os dias pela manhã pelo resto da viagem, o que não seria assim um problema tão grande, não fosse a precariedade dos calibradores dos postos de gasolina. Ou não funcionavam, ou não tinham pressão suficiente, ou simplesmente não existiam. Ah, e não existe medidor de pressão por lá. Sorte o Rui ter levado uma daquelas varetinhas de medir pressão.

Nesse dia tivemos que arrumar um lugar pra deixar a motos fora do albergue por causa de uma festa que iria acontecer por lá. Além disso, no dia seguinte, iríamos fazer o passeio do vale sagrado e dormir em Águas Calientes, próximo a Machu Picchu, portanto teríamos que fazer o check-out do albergue. Levamos as motos pra uma garagem próxima e aproveitamos para dar uma geral nelas. Nesse dia parecia que elas tinham sido afundadas em cimento, de tanta areia branca grudada nas carenagens. Demos um banho de gato nas motos, com paninhos e água de leve, e fizemos uma mini-revisão. Descobrimos a primeira e única avaria da BMW em toda a viagem: uma seta traseira meio quebrada por causa das malas em cima. Não foi bem assim uma falha dela, mas serviu só pra dizer que a beemer não iria voltar pra casa intacta! Ô motinha resistente.

Jantamos no albergue e ficamos vendo filme e jogando ping-pong até dar a hora do Luís ir embora. Despedimos dele e fomos dormir cedo. No dia seguinte acordaríamos de madrugada pra pegar o passeio do vale sagrado, que nos deixaria a apenas um dia do nosso maior objetivo desde o início de nossa aventura: Machu Picchu, a cidade sagrada dos Incas!

 

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From → Machu Picchu

One Comment
  1. Maravilhosa a aventura de vocês. continuem o relato, estou louco para saber como foi tudo.

    Um abraço,

    Marcelo BH
    Black Uly 2007

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