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Machu Picchu – 16º Dia – Cusco (PER) – Aguas Calientes (PER)

05/07/2011

Madrugamos para dar tempo de fazer o check-out do albergue, uma vez que não dormiríamos lá nesse dia. Garantimos nossas vagas para o dia seguinte, na volta, e o próprio albergue acolheu nossas malas até a hora de voltarmos.

Fomos para a agência de viagens onde compramos o passeio, e entramos em um ônibus para seguir viagem. Nós optamos por comprar o passeio de Machu Picchu de dois dias: o primeiro seria pelo vale sagrado, que inclui algumas ruínas no caminho para Ollantaytambo. Lá, pegaríamos o trem para Águas Calientes, uma cidade em meio a montanhas bem ao lado da cidade sagrada, onde dormiríamos para poder ir a Machu Picchu bem cedo no dia seguinte, num trajeto final de ônibus.

No caminho passamos por uma ruína de cidade que era uma espécie de posto avançado de vigília, montada em um ponto estratégico bem no topo de um pico alto da região. Interessante que mesmo uma cidade com papel militar tinha suas próprias plantações de vários níveis no mesmo estilo das demais cidades incas.

As ruínas de uma cidade que provavelmente era usada como posto de vigia militar.

Passamos por um restaurante para almoçarmos, que não era nada bom e custava bem caro. Uma ótima forma de faturar dos turistas. Lá, o Rui deu uma “mexidinha” na máquina fotográfica dele, devido as fotos embaçadas que ele relevou em Cusco, pra ver se melhorava. Ele alega que a mexidinha não foi o motivo da máquina ter estragado, mas não sei não.

Em seguida chegamos a Ollantaytambo, a cidade onde desceríamos do ônibus para pegar o trem para Águas Calientes. Ela também é rodeada de ruínas, mas devido a proximidade do horário de partida do trem, não pudemos fazer turismo lá, e ficamos só com algumas fotos de longe.

Ruínas que podiam ser avistadas de Ollantaytambo.

Fomos então embarcar no famoso trem de Ollantaytambo para Águas Calientes. A estação tem assim um certo estilo europeu, com cafés e restaurantes chiques disponíveis. Não tínhamos tempo para desfrutar deles e fomos direto ao trem.

O subida do trem até Águas Calientes é um espetáculo a parte. O trajeto vai margeando o rio Urubamba e mostrando paisagens intocadas, com picos nevados a direita e o rio a esquerda. A viagem dura em torno de 2 horas.

Chegando em Águas Calientes, a cena era essa: turistas apinhados pra todo lado e uma feira de produtos típicos logo em frente a estação ferroviária. Saindo dessa feira atravessamos uma ponte sobre o rio, e fomos atrás de um hotel para passarmos a noite. Andando em uma rua movimentada, encontramos um hotel que também era um restaurante com um preço razoável, e ficamos por lá.

O bacana é que o “hotel” ficava em andares superiores ao restaurante, andares esses construídos de forma bem rústica: escadas de metal em espiral que levavam a puxadinhos um em cima do outro. Ficamos no quarto andar, e de lá podíamos ver os telhados dos vizinhos que lembravam bem aqueles filmes que se passam em cidades chinesas, onde os mocinhos e bandidos pulam de telhado em telhado. Apesar da aparência externa pitoresca, o quarto era bem arrumado.

Depois de acomodados fomos curtir a noite em Águas Calientes. Jantamos no próprio restaurante do hotel onde ficamos, e lá pudemos experimentar uma bebida típica do Peru: o Pisco Sour, ou popularmente, piscossauro.  O Pisco é uma aguardente feita de uva, e o pisco sour é um drink feito de pisco, suco de limão e clara de ovos. A bebida tem um gosto que lembra uma cachaça bem suave e doce, com um toque de limão.

O Pisco Sour

Depois do jantar fomos conhecer o centro de Águas Calientes, onde pode-se ver uma estátua do Inca Pachacute. Lá, encontramos com vários turistas que iriam acordar de madrugada para conseguir lugar na escalada do Huayna Picchu.

Nosso chegado Pachacute

Na verdade, ‘Machu Picchu” em quechua (o idioma dos incas) significa “montanha antiga”, e é o nome do maior monte que circunda a cidade sagrada. Por causa dele a cidade ganhou o nome. Outro monte que cerca a cidade é o Huayna Picchu, que em quechua significa “montanha nova”. Alguns turistas mais animados escolhem fazer a trilha inca para Machu Picchu, e encaram quatro dias de caminhada até a cidade sagrada através de uma trilha que termina no monte Machu Picchu. Outros resolvem acordar de madrugada em Águas Calientes e chegam cedo ao parque turístico de Machu Picchu para garantirem um dos exclusivos lugares na escalada ao monte Huayna Picchu.

Bom, não era nossa intenção acordar de madrugada muito menos escalar o Huayna Picchu, portanto voltamos ao hotel para passarmos uma noite tranquila. Estávamos ansiosos pois no dia seguinte estaríamos finalmente no destino que foi o motivo inicial de toda nossa aventura até então.

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3 Comentários
  1. Luis permalink

    Legal falar que a foto de Ollantaytambo mostra algumas construções no alto da montanha, semelhante a janelas: era uma espécie de “freezer”, onde os incas colocavam comida para ficar conservada em baixas temperaturas e durar vários meses. Tudo, é claro, bem guardada pelo rosto de Ollanta 😉

  2. Legal também falar que eu não estraguei minha propria maquina 🙂 Na ida pra Ollantaytambo eu descobri que a lente não estava mudando a abertura, e eu desmontei ela. O que fudeu depois foi que entrou sujeira ( uns pedaços de borracha da capa da lente ) no mecanismo da maquina, e ela passou a não abrir o obturador, e basicamente fingia que tirava fotos.

  3. Ah, e grandes bosta esse pisco sour ! Uma caipirinha falsificada.

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