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Machu Picchu – 22º Dia – Arequipa (PER) – Tacna (PER)

26/07/2011

Acordei de manhã e já saí pra caçar um posto pra calibrar. A roda vazando continuava sendo minha sina. O Rui saiu pra caçar uma oficina onde ele pudesse trocar o óleo da XT.

Eu ainda tinha que resolver a questão do documento. Voltei ao albergue e pedi ao responsável lá que ligasse pro correio peruano pra perguntar da minha encomenda. Ele ligou e avisaram que a encomenda tinha chegado a Arequipa, e estava na central. O cara do albergue me disse ainda que essa central do correio ficava no centro histórico, que era próximo de onde estávamos localizados.

Saí do albergue a pé e fui em ritmo acelerado em direção ao centro histórico. No caminho ainda encontrei o Rui voltando, havia acabado de trocar o óleo da XT. Continuei e cheguei no centro histórico, que não era assim tão perto quanto eu pensava. Numa das ruas em volta de uma praça grande ficava a central dos correios.

Entrei nos correios e fiquei pestanejando pra tentar explicar pra alguém o que eu queria. Depois de algum custo consegui, e uma mulher veio falar comigo. Depois de entender direito, ela foi numa sala de onde despacham as entregas. Fiquei lá aguardando. Se ansiedade matasse, eu não estaria escrevendo esse texto hoje. Hehe.

Depois de uma meia hora, que pareceu uma semana, volta a mulher e me avisa que a encomenda já tinha saído de lá! Ô raios. Depois ela me acalmou e disse que a encomenda saiu porque o carteiro foi entregá-la no albergue. Ah, ufa… Liguei pro Rui e pro Logan e pedi pra eles ficarem de prontidão no albergue, prestando atenção no carteiro e tudo o mais, e fui voltando pra lá. A mulher dos correios conseguiu até o celular do carteiro pra mim, caso ele não aparecesse.

Enquanto eu voltava, pouco antes de eu chegar, o Rui me liga e avisa que a encomenda tinha acabado de ser entregue lá! Maravilha. Fiquei bem mais tranquilo. Cheguei no albergue, peguei a encomenda e abri, e lá estava: a Carta de Poder que me daria condições de entrar no Chile com um veículo que não estava no meu nome. Até que enfim essa novela tinha acabado. Liguei pra minha família e avisei que estava com o documento em mãos.

Terminada essa parte, fizemos as malas, acertamos com o albergue e saímos em direção a Arica, a primeira cidade chilena do roteiro. Porém, devido a espera da carta e a demora que foi pra sair de Arequipa, entre abastecer, sacar dinheiro e ficar preso no trânsito, era bem improvável que chegássemos a tempo de passar pela imigração e aduana. O jeito seria então ficar em Tacna, a última cidade peruana antes da fronteira.

A estrada a partir daí já não estava mais desertificando, já era um completo deserto. Uma paisagem de areia branca, com pouquíssima vegetação, quilômetros e quilômetros sem ver uma construção sequer. A sensação de imensidão é impressionante. Pra onde se olha, se enxerga a definição de infinito, uma planície de areia até onde a vista alcança.

É um fato que alguns motociclistas costumam ter uma espécie de “rádio pessoal” dentro de seus capacetes, ou seja, em alguns momentos enquanto estão ali viajando começam a cantar músicas pra passar o tempo. E na minha rádio, a trilha sonora para o momento era “Horse With no Name” do America, mais do que perfeita para o momento!

A noite vai chegando, sem lua e muito escura, e aos poucos a sensação muda completamente. O infinito vai sumindo aos poucos pra dar lugar a um pequeno e confinado mundo que corresponde apenas ao que os faróis conseguem iluminar. Toda aquela imensidão desaparece pra dar lugar a três pequenos faróis num manto negro.

Em meio a essa noite, avistamos ao longe o que parecia ser uma pequena cidade, algumas luzes no horizonte. Muito, muito longe. Andamos muito, mais de meia hora, com as luzinhas no horizonte. Parecia que a estrada nos enganava e não andávamos pra frente.

Muito tempo depois as luzinhas acabaram chegando. Não era uma cidade, apenas um posto de controle ou algo parecido. Paramos para nos informar a respeito da fronteira, e nos disseram que poderíamos continuar que todos os procedimentos deveriam ser feitos na imigração e aduana depois de Tacna.

Continuamos a viagem e algum tempo depois (a noção de tempo vai ficando alterada conforme se entra noite adentro), chegamos a Tacna, uma cidade grande com foco estritamente comercial e nada de turístico. Como já era noite, a aduana provavelmente não estaria funcionando e só poderíamos atravessar a fronteira no dia seguinte. Ficamos então num pequeno hotel perto da rodoviária de Tacna, que era um lugar próximo da estrada de onde teoricamente seria fácil seguir viagem no dia seguinte.

Jantamos em um restaurante da rodoviária e fomos dormir. No dia seguinte deixaríamos o Peru e atravessaríamos a fronteira para o Chile, o segundo país a ser visitado na nossa jornada!

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3 Comentários
  1. Leonardo, tá muito bacana acompanhar seu relato. Essa viagem deve ter sido uma verdadeira aventura! Eu pretendo começar meus passeios motociclísticos muito em breve!

    Ah, depois de me inscrever num fórum acabei conhecendo o Hermann John, que se não me engano é namorado de uma prima sua. É isso mesmo? O cara é muito gente fina!

    []’s

    • Opa, blz Matheus!
      É isso mesmo, o Hermann é namorado da Junia que é minha prima de 3º ou 4º grau, por aí. haha.

      Essa viagem foi a maior aventura de nossas vidas, mas com certeza não a última! hehe.

      Até mais !

  2. Ramon Lopes de Lima Mendes permalink

    Me chamem q eu quero ir!!! uahauha

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