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Machu Picchu – 27º Dia – Pampas de Los Guanacos (ARG) – Posadas (ARG)

09/08/2011

Acordamos relativamente cedo em Pampas de Los Guanacos. Originalmente, o destino desse dia seria Foz do Iguaçu. Mas devido aos atrasos anteriores o destino agora passava a ser Posadas, uma cidade a apenas 310 km da nossa amada terrinha Brasil.

Apesar de acordarmos cedo, perdemos muito tempo na saída da cidade. Eu havia perdido meus óculos escuros e saí procurando em todos os lugares por onde havíamos passado. Além disso tive que caçar um calibrador, que não tinha disponível no posto de gasolina.

Um dos lugares onde fui procurar os óculos foi em uma agência bancária onde nós tínhamos passado na noite anterior. Chegando lá a agência estava em funcionamento. Entrei e fui tentando explicar ao segurança que estava ali procurando por óculos escuros.

Foi uma tragédia. Entender o espanhol não era tão difícil depois de alguns dias, mas falar, era uma história completamente diferente. Tentava explicar ao segurança, ao caixa, ao gerente, até mesmo as pessoas na fila tentavam entender aquele forasteiro perdido, em vão. A solução veio quando me deram um papel pra desenhar o que eu queria. O desenho ajudou, mas infelizmente os óculos não estavam lá.

Depois dessa epopéia em busca dos óculos, continuamos nosso caminho em direção a Posadas. A RA 16 continuava com sua imensa reta cruzando o norte da Argentina, e assim foi até chegarmos a Corrientes, a cidade onde paramos para almoçar. A partir de Corrientes, entraríamos na província de Missiones, o “estado” argentino que faz fronteira com o Paraguai e o sul do Brasil. Interessante que a estrada até Posadas e depois a Foz do Iguaçu vai margeando a fronteira do Paraguai por todo o trajeto.

Nesse trecho foi onde tracei minha imagem da Argentina: uma ex-potência decadente. A Argentina já foi um dos países mais ricos e desenvolvidos do mundo. Isso se reflete na grandiosidade de alguns monumentos e grandes obras de infraestrutura que se vê nas cidades e estradas, como a ponte que cruza o rio Paraná em Corrientes. Obras dignas de um país de primeiro mundo, porém de um passado distante. Hoje o país corre atrás do atraso em relação aos seus conterrâneos, e pequenas coisas como como calibradores eletrônicos e máquinas de cartão de crédito fazem falta.

Chegamos a Posadas, e arrumamos um hotel próximo da estrada para ficarmos. A noite saímos para comer mais uma parrilhada, dessa vez uma mais simples que a de Jujuy. Na volta ao hotel passamos por um Cassino, estabelecimento comum por essas bandas. Perdemos alguns reais e voltamos ao hotel. No dia seguinte, finalmente estaríamos de volta ao nosso Brasil!

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