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Machu Picchu – 28º Dia – Posadas (ARG) – Foz do Iguaçu (PR)

11/08/2011

Acordamos no hotel em Posadas e fomos tomar café. No corredor de entrada do hotel, que era também nossa garagem, reparamos em uma quarta moto parada em meio às nossas.

Pela moto e a bagagem, era mais um aventureiro que havia se hospedado ali. E deduzimos que provavelmente era o autor da barulhada infernal do dia anterior. Um detalhe, é que a moto tinha placa da Pensilvânia (estado dos EUA).

Nossas motos fazendo amizade no exterior.

Fomos em direção ao café e não foi muito difícil encontrar o dono da moto: um cara alto, cabelo grande e com cara de europeu que não falava espanhol. Fomos conversar com ele e descobrimos sua história.

Mateo, nosso companheiro temporário de viagem.

O sujeito se chamava Mateo e era um animado italiano que estava viajando o mundo de moto. Ele vinha de não-lembro-onde até Buenos Aires, onde viu que a moto que tinha não daria mais conta do recado. Deu um jeito de vender a moto e entrou num fórum de viajantes motociclísticos pra arrumar outra (http://www.horizonsunlimited.com/). Acabou que ele encontrou um americano que vinha dos EUA em Buenos Aires, comprou a moto do sujeito e estava rodando a Argentina ainda com placa da Pensilvânia.

O cara só tinha um probleminha: a moto tinha o escapamento quase aberto e fazia um barulho infernal!

A Kawasaki KLR equipada com estoura-tímpanos!

Por uma ótima coincidência, o Mateo estava indo na mesma direção que nós, para Puerto Iguazu. Ele não iria entrar no Brasil, mas topou fazer conosco o último trecho na Argentina entre Posadas e Foz do Iguaçu. Terminamos os preparativos e o café da manhã e saímos do hotel em direção ao Brasil!

O trecho que estávamos percorrendo era tranquilo. Só o detalhe do barulho da Kawasaki do Mateo que incomodava muito. Era beeem difícil andar logo atrás dele, e acabava que íamos revezando esse lugar e por várias vezes tentávamos deixar ele por último.

Havia um fato muito interessante até o momento: o Logan havia atentado no dia anterior que não tínhamos sido parados em nenhuma blitz na Argentina. O país é conhecido como tendo uma das polícias mais corruptas do mundo. E esse trecho próximo de fronteiras é um prato cheio para os policiais fazerem uma boquinha.

Bom, dito e feito! Apareceu uma blitz ao longo de uma reta, e um dos guardas mandou o Logan parar, e consequentemente paramos junto. Detalhe que estávamos a apenas 15 km do Brasil.

Aí começou a ladainha. O desgraçado foi falando que estávamos acima do limite de velocidade, havíamos feito ultrapassagens perigosas, que tinha um radar de 40 km/h  que pegou a gente. Tudo lorota. Como já estávamos acostumados com o “procedimento”, ficamos só esperando o papo de “se você pagar a multa agora, não precisa ir na cidade e sai mais barato”. Nessas horas que eu queria ter uma câmera escondida.

O Mateo não entendia quase nada de espanhol mas sabia exatamente o que estava acontecendo. Só tivemos o trabalho de explicar pra ele o valor da propina. Ele dizia que já era a segunda vez em dois dias que tinha sido parado.

Acabou que cada um de nós deixou 100 pesos argentinos na caixinha e fomos liberados. Dali pra frente foi bem tranquilo até Puerto Iguazu, onde nos despedimos do Mateo. Ele seguiria para a cidade argentina e nós para Foz do Iguaçu.

A despedida do integrante italiano.

Tiradas as fotos, fomos finalmente em direção a Foz! Passamos pela aduana argentina. A sensação de alívio ao deixar aquele país era mais forte devido a abordagem policial que tínhamos acabado de sofrer.

Saímos da argentina! Agora bastava atravessar a Ponte Tancredo Neves, que separa os dois países! E no meio da ponte, finalmente, estávamos de volta ao nosso querido, amado, idolatrado Brasil!

Finalmente, de volta a nossa terra!

Minha alegria ao voltar ao Brasil (clique na foto para ampliar).

Uma pequena homenagem que o Rui prestou para os hermanos.

Seguimos para a aduana brasileira, alegres e satisfeitos da certeza que de agora em diante nada poderia dar errado. Apesar dos 1500 km que ainda nos separavam de casa, parecia que estávamos no nosso quintal. O povo falava nossa língua, os celulares funcionavam, cartões de crédito eram aceitos, usávamos o Real para pagar contas, os calibradores eram eletrônicos! A viagem agora se tornava muito mais fácil do que era no dia anterior.

Fomos ao centro de Foz, em um hotel que eu já conhecia. Ainda estava no meio da tarde, e logo no início da noite fomos em busca de uma pizzaria para nos empaturrarmos com um rodízio. Estávamos tranquilos porque o dia seguinte seria de folga e turismo.

O resto do dia foi só curtir a preguiça e ir dormir tranquilos, primeira noite em solo nacional desde muito tempo!

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