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Machu Picchu – 29º Dia – Foz do Iguaçu

11/08/2011

Acordamos cedo para curtir o dia de turismo em Foz. A programação incluía a ida nas Cataratas do Iguaçu e mais tarde na usina de Itaipu.

O Rui havia acordado mais cedo do que eu e Logan para fazer compras no Paraguai. Eu e o Logan fomos tomar café e ficamos o resto da manhã esperando o Rui voltar. Ainda na parte da manhã ele chega, e nós saímos em direção às cataratas.

Saímos do hotel em busca de um posto para calibrar, como eu estava cansado de fazer todos os dias devido ao problema na minha roda traseira. Mas dessa vez, uma grata constatação: calibradores eletrônicos! É impressionante como algo aparentemente insignificante passa a fazer uma baita falta quando não está disponível.

Minha alegria em calibrar pneu em um calibrador eletrônico! Viva o Brasil!

Essa era a minha segunda vez visitando a cidade, e serviu para reafirmar minha opinião: Foz do Iguaçu é uma das cidades mais fantásticas para turismo no Brasil.

Começamos indo para o Parque Nacional do Iguaçu, onde se situam as cataratas. Pagamos a entrada e aguardamos a vinda do ônibus que leva os turistas para o ponto de onde se iniciam as caminhadas ao lado das cachoeiras.

Uma vez dentro do ônibus, que devido às largas janelas proporciona uma bela visão panorâmica das paisagens ao redor, uma gravação vai explicando aos turistas sobre o parque. Essa gravação falava em várias línguas, e para nossa surpresa, além do português e inglês, também conseguíamos entender o espanhol, depois do “estágio” que fizemos nos países vizinhos. Nos sentimos verdadeiros poliglotas!

Chegamos na entrada das trilhas e começamos a andar. O parque é belíssimo, são muitas cachoeiras e MUITA água caindo. Depois de visitar as Cataratas do Iguaçu, é difícil ficar impressionado com outras cachoeiras por aí.

Logo na entrada das trilhas, a primeira boa visão das cachoeiras. E essas eram pequenas comparadas com o que estava por vir.

Somos nozes!

Em vários pontos do caminho é possível avistar alguns arco-íris, como pode-se ver pelas fotos abaixo.

Fiquei mestre em tirar fotos cartões-postais!

Arco-íris para todos os gostos.

Uma das mais fortes quedas d'água do parque.

Na passarela que leva à Garganta do Diabo

Em um ponto do parque existe uma passarela que leva acima das cachoeiras. Ao final dela, é possível olhar para a esquerda e ver a maior queda d’água do parque, a Garganta do Diabo. O spray de água que levanta devido a queda é tanto que mal dá pra ver a cachoeira atrás.

Terminamos nosso passeio no parque e saímos em direção a usina de Itaipu. Já era cerca de 17hrs e se não nos apressássemos poderíamos perder o passeio. Felizmente chegamos a tempo e compramos o pacote completo, que inclui a visita dentro da usina.

Itaipu é uma maravilha da engenharia. Inaugurada na década de 80, surgiu de um acordo em Brasil e Paraguai para a construção de uma usina binacional afim de aproveitar o potencial hidrelétrico do rio Paraná. Possui uma barragem de 8 km de comprimento que segura um reservatório de 1350 km quadrados de água (pequeno para os padrões de hidrelétricas) e sustenta um complexo de 20 unidades geradoras de energia, responsáveis pela geração de 20% da energia consumida pelo Brasil e 90% da energia consumida pelo Paraguai. É atualmente a maior usina hidrelétrica do mundo, e apesar dos chineses estarem construindo uma maior, Itaipu ainda será a usina que mais gera energia.

Visão externa da barragem de concreto. Cada tubo branco desses corresponde a uma unidade geradora.

Os dutos que levam água para as unidades geradoras.

Uma curiosidade, é que na década de 80 foi assinado um tratado entre Brasil, Paraguai e Argentina, afim de determinar termos para a utilização da bacia do rio Paraná e também limitar os níveis de água permitidos. Na época, em meio a ditaduras militares, existia o temor de que o Brasil, em um eventual conflito com o país vizinho, abrisse completamente as comportas da usina causando a inundação de toda parte nordeste da Argentina até a cidade de Buenos Aires.

Dentro da barragem de concreto. Cada círculo no chão corresponde a um estator de uma das unidades geradoras.

Uma vantagem de se comprar o pacote completo do passeio é que você é levado dentro da usina, podendo ver de bem perto as unidades geradoras funcionando. O vídeo abaixo mostra a parte em que podemos ver o eixo que liga a turbina de água (abaixo) ao estator (acima), em funcionamento!

Terminado o turismo em Itaipu, retornamos a Foz. No caminho de volta, presenciamos um acidente de moto. Uma mulher pilotava a moto com uma outra na garupa, e se chocaram com um carro ao fazer um retorno na estrada. Não pudemos vez o acidente em si, chegamos logo depois que aconteceu, e paramos para ajudar a socorrer a piloto, que se machucou bastante. Felizmente um bombeiro que passava pelo local também parou para ajudar e a mulher foi logo despachada em uma ambulância.

Ao final do dia, fomos a um restaurante japonês, o qual não me recordo o nome, mas que fica bem na avenida “boêmia” de Foz. Eu tinha estado nesse mesmo restaurante da outra vez que visitei a cidade, e me lembrava de um Lamem (sopa de macarrão japonesa) extremamente apetitoso dali. Fiquei falando desse Lamem para os demais a viagem toda. Pedimos, e estava até bom, mas não estava assssiiim do jeito que eu lembrava que era. Acabou que me zoam até hoje por causa do “melhor Lamem do mundo”.

O famoso Lamem de Foz do Iguaçu.

Restou terminar o dia no hotel, descansados e satisfeitos. Tínhamos ainda 1500 km e 3 dias de viagem pela frente, antes de podermos descansar de verdade e dar a aventura por concluída!

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