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As Máquinas: Estilos e Modelos

27/09/2011

Seguindo o assunto sobre as motos mais recomendadas para a prática de moto aventura, iremos analisar os estilos que mais se adequam a tal, com alguns exemplos de modelos e fazendo também uma análise histórica. A primeira parte desse assunto pode ser conferida clicando aqui.

Antes de mais nada, volto a afirmar que nada impede o motociclista de viajar com qualquer moto de qualquer estilo. O único requisito realmente necessário para a prática do esporte é simplesmente a vontade de viajar, desbravar novas terras, conhecer outros lugares. Esse post é apenas um guia para aqueles que procuram uma máquina mais propensa a moto aventuras.

Recapitulando o texto do post anterior, idealmente uma moto aventureira deve proporcionar conforto, boa posição de pilotagem, suspensão decente, durabilidade, desempenho satisfatório, autonomia, rodas e pneus aptos a terrenos ruins. Outras características desejadas incluem capacidade de carga, opcionais focados em viagens, entre outros.

Para começar a falar dos estilos de motos, primeiro cabe lembrar que a classificação de uma moto em determinado estilo não é exatamente uma ciência exata. Estilos se sobrepõe, e uma mesma moto pode ser classificada em vários estilos de acordo com os critérios usados por cada um. Além disso novos estilos são criados constantemente, tentando classificar uma nova categoria de moto ou destacar um subgrupo de um estilo mais abrangente. E segundo, cabe lembrar que esse post não é uma pesquisa científica com fontes regulamentadas e comitê de avaliação, trata-se apenas das impressões e experiências de um humilde blogueiro motociclista.

Classificar uma motocicleta em determinado estilo não é exatamente uma ciência exata.

O Início

Voltando em tempos imemoriais, existiam poucos estilos disponíveis de motos. Os principais podiam ser resumidos em Standard, Custom, Esportiva e Off-Road, com algumas subclassificações. O “Standard” se refere às motos comuns do dia a dia que não pertenciam às demais classificações. Esportivas remetiam às motos de alto desempenho, customs eram basicamente as tradicionais americanas e as off-roads, focadas no fora-de-estrada.

Antigamente as escolhas eram mais fáceis.

Customs e Esportivas

Desde esses tempos imemoriais já existiam alguns aventureiros que se arriscavam em longas viagens. Como as motos off-road se prestavam exclusivamente ao fora-de-estrada, esses intrépidos desbravadores acabavam caindo nas opções de Custom ou Esportiva. As Standard também prestavam seu papel, mas as motos mais cobiçadas pertenciam aos outros estilos.

A medida que o mercado motociclístico evoluiu, as fabricantes perceberam esse seleto público cuja principal atividade era viajar com suas motos. Foram surgindo assim motos derivadas de Customs e Esportivas que focavam mais em viagens. Tais motos contavam com um foco menor em estilo (Custom) e desempenho (Esportiva) e maior em conforto, posição de pilotagem, suspensão, autonomia, capacidade de carga, proteção aerodinâmica, entre outros atributos desejados às viagens.

Das primeiras mudanças surgiram as motos Cruisers (cruzadoras, viajadoras). Na verdade o nome Cruiser provavelmente foi atribuído às customs por força de marketing, na imagem que se tentava passar que era possível montar numa Harley e atravessar toda a américa, destacando o modo de vida Easy Rider de ser. Ficaram portanto conhecidas como as primeiras estradeiras. De qualquer forma o que se podia chamar de Cruiser eram basicamente motos customs mais adaptadas a fazerem viagens longas. As mudanças em si eram pequenas, como uma bolha para proteção aerodinâmica, alforges para carga, maior capacidade de tanque para maior autonomia, comandos menos avançados, bancos mais macios. Mas já melhoraram as condições dos viajantes. Hoje Cruisers e Customs formam o mesmo estilo, tendo as Customs várias opções de se tornarem mais ou menos “cruisers”.

Cruisers foram provavelmente as primeiras representantes de motos "estradeiras".

Do lado das esportivas, foram surgindo alguns modelos que melhoravam consideravelmente a posição de pilotagem, originalmente inviável para longas viagens, mas que preservavam as características de desempenho. As chamadas Hyper Sport eram motos esportivas mas com mais conforto, posição de pilotagem menos agressiva, tanques maiores, banco confortável para piloto e garupa e espaço para baús e alforges. Os motores também eram calibrados para ficarem mais dóceis e menos agressivos. (A título de curiosidade, “Super Sport” era a categoria mais agressiva, com motos derivadas diretamente das pistas de corrida).

Hyper Sports, esportivas não tão nocivas à coluna do piloto.

Touring

Aos poucos, Cruisers e Hyper Sports se aproximaram e criaram um novo estilo, chamado de Touring (turismo, viagem). Motos touring eram as primeiras motos genuinamente focadas em viagens. Dentro do estilo existiam algumas vertentes, como a Sport Touring e a Cruiser Tourer. As características que o estilo reúne incluem posição de pilotagem confortável, bom desempenho, autonomia, capacidade de carga, bancos confortáveis, proteção aerodinâmica, motores calibrados para conforto, além de geralmente possuírem diversos acessórios para viagens, como aquecedores de manoplas, proteção para as mãos, faróis auxiliares, entre outros.

Sport Tourings e Cruiser Tourers. Provenientes de mundos diferentes mas com a mesma proposta. Nascia o primeiro estilo focado em viagens.

Parecia que o problema estava resolvido e estavam criadas as motos definitivas para viagens. Porém, no que diz respeito a moto aventura, faltavam às tourings mais algumas características importantes, as quais os públicos de customs e esportivas não estavam atentos. Motos de viagem, sim, mas não as máquinas aventureiras desbravadoras de novas terras as quais tantos aventureiros ansiavam.

Standards e Off-Roads

Ao mesmo tempo que o público de motos grandes pedia pela melhora dos seus estilos, o público das motos menores, geralmente as standards e off-roads, pedia cada vez mais versatilidade para suas motos. De um lado as standards, ágeis e espertas no asfalto, e do outro as off-roads, rainhas das estradas não pavimentadas. A medida que as características se fundiam, algumas standards ganhavam suspensões mais altas, rodas maiores e pneus mais resistentes e com capacidade de enfrentarem estradas de terra, mesclando assim características presentes das off-roads, gerando um novo estilo…

Dual-Purpose

O Dual-Purpose foi criado para ser o mais versátil dos estilos. Motos dual-purpose eram altas, leves, com rodas grandes e pneus “on-off” (on-road, off-road). Eram ágeis motos urbanas, capazes de enfrentar o dia-a-dia sem problemas, e também possuíam capacidade para incursões na terra, devido a suspensão alta, pneus mais “cravudos” e rodas grandes. Ainda traziam de quebra uma boa posição de pilotagem e uma durabilidade invejável, essa última herdada das off-road. Com toda essa versatilidade, era mais que natural que essas motos fossem usadas em viagens. Porém, a elas também faltavam algumas características desejáveis, como autonomia, desempenho, banco confortável, bom espaço para garupa e bagagem, proteção aerodinâmica, opcionais.

Dual-Purpose, motos para encarar qualquer parada.

Nesse meio tempo, os rallies foram ganhando destaque na mídia, como o famoso Paris Dakar, e as marcas concorrentes dos rallies aproveitavam da fama para lançar modelos inspirados nas motos de rally. Tais motos inauguravam uma subclassificação das dual-purpose: eram maiores, mais potentes, com espaço e capacidade de carga suficiente para assegurar uma boa viagem. Estava iniciada uma verdadeira revolução ao modo de viajar, com a chegada das…

Big Trails

Como o próprio nome remete, as Big Trails eram motos semelhantes às trails, cujas principais características eram a suspensão de longo curso, rodas grandes e pneus on-off. Porém, também eram melhor adaptadas ao consumidor comum, trazendo mais conforto com bancos decentes, motores mais potentes, proteção aerodinâmica e boa capacidade de carga e garupa.

Nascia o mito Big Trail.

Rapidamente as Big Trails caíram no gosto dos viajantes aventureiros. Elas possuíam uma vantagem chave em relação às tourings: eram mais versáteis, mais duráveis, capazes de encarar qualquer estrada com suas suspensões altas. Ao mesmo tempo, o público percebeu que a suspensão não só se prestava a deixar a moto mais versátil, mas também trazia um conforto extra absorvendo as irregularidades do asfalto. Outras vantagens também se faziam presentes, como a posição de pilotar ereta, altura do solo, facilidade de manutenção em relação as modernas tourings, peso, entre outros.

As marcas perceberam esse novo nicho e começaram a melhorar suas Big Trails focando no público viajante. Motores ainda maiores, bancos mais macios, mais opcionais, proteção aerodinâmica, conforto, autonomia, desempenho. As características que deixavam as Touring atrativas para viajar foram aos poucos sendo trazidas para as Big Trails. Da mescla desses dois mundos surgiram as…

Adventure Touring

Finalmente, as motos que reuniam todas as características desejáveis ao bom viajante aventureiro. Posição de pilotagem ereta, bancos confortáveis, proteção aerodinâmica, suspensões altas e reguláveis, boa altura do solo, pneus on-off, boa durabilidade, ótimo desempenho, boa autonomia, espaço de sobra para garupa e bagagem, e uma gama invejável de acessórios.

Adventure Tourings. Grandes, confortáveis, potentes, prontas para cruzar os 7 mares...

Enfim, todos os problemas estavam resolvidos, e a Ultimate Travelling Motorcycle havia nascido. Bom, como nem tudo são flores, também não é bem assim que funciona…

ATs x BTs

A verdade é que as Adventure Touring foram criadas para um público mais amplo se comparadas com as Big Trails. Viajantes, sim, mas apenas alguns verdadeiros aventureiros. Isso tirou delas alguma versatilidade. Basicamente o foco voltava para o asfalto, sobrando só uma pequena fatia focada em terra. Talvez o novo estilo também pudesse ser classificado como “not-so-dual-purpose”.

Rodas menores, pneus mais lisos, suspensão mais baixa. As Adventure Tourings foram criadas para o público amplo, cuja grande maioria não necessita de grandes habilidades no fora de estrada.

Hoje as motos aventureiras estão basicamente entre esses dois estilos. As BTs se mantêm como as mais versáteis e mais capazes de enfrentar terrenos desconhecidos, enquanto as ATs se prestam a levar o aventureiro mais longe com seu conforto e desempenho superiores.

As principais diferenças entre os dois estilos oscilam entre:

Suspensão: As BTs continuam com as suspensões mais altas e mais aptas ao fora de estrada e estradas ruins, além de terem maior distância do solo. Já as ATs têm suspensões mais confortáveis para longas viagens, geralmente com diversas regulagens para se adaptar melhor a cada piloto e que permitem um melhor desempenho no asfalto.

Rodas e Pneus: Talvez a diferença mais significativa entre os dois. ATs costumam ter rodas menores e pneus mais focados em desempenho no asfalto, com menos aptidão para terra, além de algumas terem rodas de liga leve. Já as BTs geralmente tem rodas maiores, raiadas de aço e mais resistentes e com pneus on-off, plenamente capazes de terrenos ruins.

Motores: Aqui as ATs levam vantagem, geralmente mais bem servidas de propulsores. Várias dessas motos passam de 100cv de potência, algumas chegando a ter desempenho de verdadeiras esportivas.

Peso: Um ponto forte das BTs. ATs costumam ser bem mais pesadas, devido principalmente aos motores grandes e o porte da moto em si.

Preço: Esse provavelmente o maior divisor de águas na decisão ente uma AT ou BT. ATs geralmente são motos mais caras, sendo maiores, mais sofisticadas e mais potentes que as BTs. Apesar de existirem exceções, geralmente a “evolução” dos motociclistas em direção às ATs acaba passando pelas BTs por uma questão de preço. Mas, novamente, existem exceções e é possível encontrar ATs menores e mais baratas e BTs maiores e mais caras.

A decisão de um aventureiro por um dos dois estilos vai mais da intenção de cada um (e por vezes do caixa disponível). Aqueles que fazem questão de estarem preparados para o que der e vier, que não fazem questão de roteiros e gostam de explorar estradas que não existem no mapa, uma Big Trail é mais recomendada pela sua versatilidade superior. Já aqueles que preferem alcançar longas distâncias em viagens mais bem planejadas, as Adventure Touring serão uma melhor pedida pelo seu conforto e desempenho superiores.

Exemplos de motos Big Trail: BMW G 650 GS, BMW F 800 GS,  Yamaha XT 660 R, Honda XL 700V Transalp, Honda NX4 Falcon, Yamaha XT660Z Ténéré, Kawasaki KLR 650.

Big Trails

Exemplos de motos Adventure Touring: BMW R 1200 GS, Suzuki DL 1000 V-Strom, Honda XL 1000V Varadero, KTM 990 Adventure, Yamaha XT1200Z Super Ténéré, Ducati Multistrada 1200, Buell XB12X Ulysses.

Adventure Tourings

Lembrando as palavras do início desse post, classificar uma moto em determinado estilo não é exatamente uma ciência exata. É perfeitamente plausível que motos grandes com motores potentes ainda sejam consideradas Big Trails, e motos menores e mais simples estejam classificadas como Adventure Touring. Um bom exemplo de uma “Giant Trail” é a KTM 990 Adventure R, uma Adventure Touring bem focada no fora de estrada, ao mesmo tempo que a Suzuki V-Strom 650 e a Kawasaki Versys 650 poderiam ser classificadas como “pequenas” ATs.

A medida que o estilo evolui, vão surgindo Adventure Tourings para todos os gostos, e ampliando um pouco o conceito pode-se considerar que as Big Trails são hoje uma vertente mais dual-purpose do estilo. Afinal, todas são verdadeiras “adventures”. Podemos observar outras variações como a BMW G 650 GS, que traz uma proposta mais suave e fácil de pilotar, e a Ducati Multistrada 1200, que traz esportividade ao mundo adventure.

Seja uma Big Trail, Adventure Touring ou qualquer de suas variações, cabe aos aventureiros escolherem sua parceira “ideal” e irem viver suas aventuras ao longo das estradas inexploradas. On-road, off-road ou qualquer variação no meio, o que vale mesmo é apreciar a viagem, abraçar o vento e correr em direção a liberdade!

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From → Moto Aventura

6 Comentários
  1. Ramon Lopes permalink

    Gostaria de q vc falasse sobre scooter tb, pois esta crescendo o numero de pessoas se aventurando nelas. Eu por exemplo, tenho uma sym citycom 300i , moto de mediio pra grande porte, pneus 16 pol, o banco é praticamente um sofá.

    Abraços

  2. Olá Ramon!

    As scooters antigamente acredito que eram consideradas parte do segmento Standard. Hoje a palavra “scooter” já significa por si só um estilo independente. Oficialmente pelo Código de Trânsito Brasileiro scooters são consideradas motonetas e não motocicletas, pela posição de pilotagem “sentada”. Mas essa diferença na denominação hoje não significa muita coisa, apenas destaca a posição de pilotar.

    Na minha opinião scooters são excelentes motos urbanas, aptas a encarar o trânsito com conforto. É uma moto perfeita para ir ao trabalho, eu mesmo já quase comprei uma com esse propósito. Porta objetos, porta sacolas, câmbio CVT, freios combinados, pouco consumo de combustível, preço e manutenção baratos são algumas características que privilegiam as scooters no uso urbano.

    Para viagens em geral elas têm algumas deficiências. As rodas pequenas, pneus lisos de perfil baixo e a suspensão de pouco curso se tornam um problema perante os defeitos da pista, além de se tornarem inviáveis em estradas não pavimentadas. A capacidade de carga também fica bem prejudicada.

    Particularmente não conhecia essa scooter sua. Realmente ela ajuda um pouco o viajante com as rodas pouco maiores que o padrão para o segmento, mas mesmo assim ainda acho pequenas para o propósito de viajar.

    Volto a repetir o que escrevi no post, nada impede o aventureiro de usar qualquer moto para viajar. Temos aí diversos exemplos de pessoas que atravessam o mundo em Hondas Biz, scooters, motos 125cc, entre outros. Mas com certeza tanto o piloto quanto o veículo irão sofrer mais do que as motos destacadas no post.

    É fato no entanto que as scooters possuem um público fiel e viciado, que fazem questão das suas qualidades. Não é a toa que a Suzuki Burgman 650 está aí para atender os mais exigentes.

    Boas aventuras pra você! E caso venha a ter uma aventura bacana com sua scooter, conte aqui pra nós!

    Abraços.

  3. Ramon Lopes de Lima Mendes permalink

    Leonardo, obrigado por responder a pergunta. Questionei sobre o assunto de scooter, pois é um estilo que gosto muito, e como a minha tem padroes diferenciados e pelo pouco q li ainda do post acima, ela se enquadra no que vc “descreveu” sobre algo mais proximo do ideal para uma viagem de aventura. Vou descrever um pouco do que é a citycom caso nao saiba muito sobre ela. Bem, tem rodas de liga leve aro 16 com pneus (dianteiro 110/70 e traseiro 130/70). Cambio cvt q proporciona maior conforto, pois nao há trocas nem trancos de marcha. o banco dela parece um sofá, largo e muito confortavel. Ela tem porte medio pra grande, é pesada e estável. Tanque com capacidade para 10 litros e o consumo fica em torno de 23/24 litros em circuito misto (cidade/estrada). Peso maximo de carga + passageiro sao de 320 kilos, praticamente um jumento da era moderna, rss. Sei la, se for falar de todas as caracteristicas dela, ficarei aki a noite toda, rss. Ela é fabricada pela Sym, taiwanesa, porem importada pela DAFRA no brasil, fora isso, todos os paises no entorno tem lojas e assistencia SYM. Qualquer coisa entre na comunidade dela pra mais detalhes.

    Abraços

    Ramon

  4. E aí Leo? Beleza?

    Estou lendo seu blog e empolgando cada vez mais sobre a história e detalhes sobre as magrelas motorizadas. As informações estão muito boas. Gostaria de te agredecer pelo conhecimento compartilhado e também pela excelente consultoria na compra da minha magrelinha Motard (Yamaha XTZ125xe). Eu não tinha idéia que ia me apaixonar desta maneira pelas motocas. Todo fim de semana, desde o dia da compra (11/2011), me vejo aos sábados, com a quela vontade incontrolável de sair pilotando. Por enquanto, estou explorando os arredores de Belo Horizonte, que é o que os meus 125cc permitem com uma certa segurança. Mas já faço planos de subir de nível e dobrar minhas cilindradas pra categoria das 250cc.

    Dúvidas: Gostaria de saber também se a Yamaha Téréré, 250cc (Vulgo, Ténérézinha) é uma mini-BigTrail ou o nome Big Trail está reservado às grandonas e potentes? Outra moto que gostaria de saber a classificação é a Honda XRE300cc. Estou com alguns questionamentos sobre classificação das motos… O post acima, fala bastante e enaltece as AT´s e BT´s… Até mesmo porque, sei que você é um fã de ambas as categorias pela versalidade, etc. Mas e as outras sub-categorias?… Por exemplo as Motard e as elétricas. Até acho que dava pra fazer um post futurista somente falando das elétricas. A Kasinski é a primeira montadora do Brasil a produzir motos movidas a energia. A ZERO tem uma moto elétrica que passa dos 100km/h. Ainda falta muito para chegar no nível das motos à gasolina, mas um dia… Quem sabe? Já imaginou cruzar continentes carregando as motos em tomadas?. Hehehehe!

    Muito massa o post, cara! Gostaria de sugerir um tópico de dicas, para o blog. Como por exemplo: A dica que você me deu sobre as técnicas de posicionamento do pé nos pedais para evitar frenagens abruptas e gasto desnecessário de pastilhas…

    Mais uma vez, obrigado por compartilhar!

    Abraço,

    RaoniAD

  5. Opah! Sobre as motos elétricas…
    O fabricante: ZERO, tem uma moto intitulada Dual-Purpose elétrica que atinge velocidade máxima: 129km/h autonomia 326km. Uma possível candidata para viagens curtas e médias. Dentro de alguns anos, veremos modelos mais versáteis e com maior desempenho. Ref: http://www.zeromotorcycles.com/zero-ds/specs.php Alem disso o fabricante ainda tem mais três modelos. Uma focada no uso de rua (street) e duas para estradas de terra (off-Road). Acho que as motos elétricas ainda vão enfrentar alguma resistência, por não possuírem o prazeroso ronco do motor à gasolina. Mas no final das contas a consciência ecológica pode pesar à favor desta categoria high-tech.
    Abraço,

    RaoniAD

  6. Fala Raoni !

    Do meu ponto de vista, a Yamaha XTZ 250 Ténéré é mais uma “dual-purpose puro sangue” do que uma big trail. Ela é mais versátil, encara mais desafios, estradas piores, etc. Em compensação perde um pouco para viagens muito longas, mais pela falta de motor mesmo, que pode tornar a viagem cansativa por ficar sempre exigindo muito da moto. Mas ela tá no caminho mesmo das Big Trails.

    Quanto as categorias, como mencionei, existem muitas, não é uma ciência muito exata, e as que mencionei foram mais para passar a idéia da moto aventureira. Mas dependendo do ponto de vista essas motos podem ser classificadas de formas diferentes. “Motards” mesmo existem em diversas categorias, como dual-purpose, big trails, adventure tourings….

    Quanto as elétricas, ao meu ver o grande desafio de carros e motos elétricas ainda é autonomia, e no caso das motos o peso também é um fator importante. Para aventureiros de plantão principalmente, acho que as motos elétricas ainda são uma realidade distante, pela baixa autonomia e tempo de recarga grande. Imagine viajar 5000 km, tendo de andar de 300 em 300 km parando 12 horas para recarga em cada intervalo. Hoje a melhor chance de consolidar veículos elétricos é no uso urbano diário mesmo.

    Quanto as dicas, tá na fila um post sobre equipamentos para moto aventureiros. Mas as melhores dicas estão nos relatos de viagem! 🙂

    Até !

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