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Oiapoque – Preparação

23/04/2012

A viagem ao Oiapoque surgiu de uma maneira bem menos premeditada do que a nossa mega viagem anterior, Machu Picchu. Naquela ocasião utilizamos uma rota conhecida, com milhares de turistas interessados no destino.

Oiapoque não. Surgiu simplesmente de uma vontade do nosso amigo Rui e sua propensão a programas de índio. Ele havia feito um tour pelo sul do Brasil e chegado ao Chuí, cidade mais ao sul do país. Nada mais natural (pro Rui) do que fazer o caminho inverso, bem mais longo, em busca de Oiapoque, pra literalmente completar a expressão “Oiapoque ao Chuí”.

Foto característica do Rui em suas viagens.

De qualquer forma era um roteiro interessante, uma viagem ao extremo norte do país, onde nenhum de nós havia passado antes. O Brasil é um país cheio de lugares onde não se imagina o que vai encontrar, com culturas, povos e costumes diferentes, e o extremo norte é um desses lugares, para nós que vivemos no sudeste.

Além disso, era um trajeto mais curto, de 3 semanas, requisito necessário para que pudéssemos concretizá-lo. No ano anterior (2010), ficamos um mês pra ir e voltar de Machu Picchu, e nesse ano de 2011 precisaríamos encurtar um pouco a viagem.

O planejamento foi bem mais simples do que nossa viagem anterior. Os desafios pareciam bem menores: iríamos viajar apenas dentro do país, e por um tempo menor. Sendo assim, acabamos por fazer um roteiro bem mais aberto e flexível: determinamos o roteiro de ida, e a volta seria definida posteriormente, de acordo com a disposição e o tempo disponíveis.

Também acabou que não fizemos muito previsão de custos. Como iríamos para regiões mais humildes, imaginamos que o custo não seria um agravante. Nada mais longe da realidade. No fim a viagem se mostrou mais cara do que a muito mais longa de 2010. Itens como hospedagem e viagens de barco foram surpreendentemente caros.

Decididas as datas e os roteiros, juntamos os aventureiros que estariam disponíveis para essa empreitada. Dos remanescentes da última grande viagem, sobramos eu (Leonardo D’Angelo Muzzi Machado) e o Rui (Rui César Andrade de Pinho). Logan (Marcus Flávio de Lima) infelizmente não conseguiria férias para o período e nem pro resto do ano, e o Chaltein (Daniel Silva Chaltein de Almeida) estava morando nas zoropa.

Juntaram-se a nós os companheiros “motoquistas” Haroldo (Haroldo Lage), um “puliça” amigo nosso, paulista de nascença, belzontino de criação e piraporense de profissão, e Alessandro (Alessando FIlizzola Araújo), que é “tissainer” mas é nosso amigo (hehe)! O Alessandro, aliás, era o único que já conhecia o norte, já que morou 2 anos em Belém (PA), e foi nosso consultor de assuntos nortenhos (“lá só tem duas estações: ou chove todo dia ou chove o dia inteiro”).

Haroldo, Dângelo, Alessandro e Rui.

O Haroldo iria pra sua primeira grande viagem fora da ponte aérea Pirapora – Belo Horizonte. Já o Alessandro já tinha várias empreitadas motociclísticas na bagagem, mas também não havia encarado ainda tantos quilômetros de uma só vez.

Falando em quilômetros, calculamos que a viagem ficaria em mais ou menos 8000 km, considerando aí cerca de 1100 km (ida e volta) de barco entre Belém e Macapá. A distância de Belo Horizonte a Oiapoque pelo mapa, ida e volta, fica em cerca de 7500 km, incluindo o trecho de barco. Além disso, tínhamos 2 “opcionais” no roteiro: fazer uma visitinha ao Jalapão, no Tocantins, ou aos Lençóis Maranhenses, no Maranhão. Também cogitamos dar uma voltinha na Guiana Francesa, mas desistimos pela burocracia exigida para entrar lá, ainda mais com motos.

O Alessandro, no entanto, tinha limitações com relação a datas. Não seria possível pra ele fazer o roteiro todo. Portanto, para compor um trajeto interessante, decidimos que passaríamos pelo Jalapão na ida, e depois disso ele voltaria para o sudeste e os outros 3 seguiriam para o norte.

Roteiro

Roteiro

Decidido o roteiro (de ida), vimos o verdadeiro desafio que teríamos pela frente, principalmente para as customs: 150 km de terra que separavam Ponte Alta do Tocantins (TO) e Mateiros (TO), no Jalapão, e 200 km de terra entre Calçoene (AP) e Oiapoque (AP). Bom, aqui aqueles que já o conhecem devem estar rindo a toa da nossa ignorância em relação ao Jalapão, mas aproveitamos da nossa ingenuidade para incluí-lo no nosso roteiro. A estrada para Oiapoque também era famosa por atoleiros épicos, mas felizmente iríamos em uma boa época do ano, onde as chuvas davam uma trégua e a estrada ficava razoavelmente trafegável.

As montarias dessa vez foram bastante diversificadas. Se a viagem anterior foi dominada pelas adventures, dessa vez estávamos ecléticos: uma Buell Ulysses (eu) e uma Yamaha XT 660 (Rui),  representando as big trails, e uma Yamaha Dragstar 650 (Haroldo) e uma Yamaha Virago 250 (Alessandro), representando as customs.

A bagagem foi simples de montar: Roupas para calor, já que no norte ou é quente ou é muito quente. Material de acampamento seria dispensado, tendo em vista que estaríamos andando apenas em regiões bem populadas e dentro do Brasil, além de ocupar muito espaço de bagagem. Quanto a ferramentas, levamos nossos kits “padrões” de cada moto, o que pra mim é o jogo completo de ferramentas da Buell, e pro Rui significa levar uma oficina completa no alforge. Mas é fato que as ferramentas do Rui sempre se mostram muito úteis. O Alessandro também tem uma boa bagagem mecânica e levou uma boa parte da moto em peças sobressalentes.

Preparativos na casa do Rui

Bom, estávamos prontos: bagagens prontas: completas e montadas; motos prontas: revisão e pneus novos; e motociclistas prontos: saúde (e uns pneuzinhos também) em dia; foi só segurar a ansiedade e acumular expectativas para o dia da saída!

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From → Oiapoque

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