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Oiapoque – 3º Dia – Brasília – Natividade

09/05/2012

Acordamos por volta das 8, arrumamos e fomos tomar um demorado café da manhã no hotel. O café em si era exemplar, e como sabíamos que dali pra frente hotéis como esse não seriam mais uma opção, aproveitamos bem a refeição. Além disso, estávamos ali confraternizando os últimos momentos com nosso companheiro Alessandro.

Fazendo as malas. As motos estavam em forma de "X" para ficarem todas amarradas juntas.

Fazendo as malas. As motos estavam em forma de “X” para ficarem todas amarradas juntas.

O Alessandro ligou para alguns amigos dele de Brasília no dia anterior e decidiu passar o dia lá com eles, para voltar no dia seguinte. Terminamos de arrumar as motos para a saída e nos despedimos. Se tudo desse certo, voltaríamos a nos encontrar no último trecho da viagem para fazermos o Jalapão juntos.

Despedida em Brasília.

Despedida em Brasília.

Saímos, eu, Rui e Haroldo, em direção ao destino do dia, Palmas. Havia duas opções para se chegar lá: a BR 153, mais movimentada e cheia de caminhões, e a BR 010, mais abandonada e provavelmente em piores condições. Optamos por tentar a 010, por recomendação do próprio Alessandro que já havia feito o trajeto. Uma curiosidade: ambas as rodovias podem ser chamadas de “Belém-Brasília”, porém o termo na maioria das vezes se refere à mais movimentada 153.

Estrada vazia mas esburacada

Estrada vazia mas esburacada

A escolha não foi tão feliz. A estrada é realmente vazia, sem a loucura de caminhões da 153, mas em compensação estava esburacada. Como diria o Rui, cheia de “buraco de quebrar roda de Buell” (tenho uma história de rodas quebradas….).

Foto...

Foto…

...da foto.

…da foto.

Andamos como pudemos na estrada, fazendo alguns trechos realmente com muita cautela. O Haroldo sofria um bocado com a Drag e eu estava bem cabreiro com a possibilidade de enfiar a moto numa “panela” e danificar as rodas. O Rui ia mais confortável e despreocupado que nós, cortesia da sua big trail.

Conforme o dia ia passando, percebemos que seria difícil a missão de chegar a Palmas. Saímos bem tarde de Brasília e andamos cautelosos nessa estrada, limitando nosso desempenho. No meio do caminho decidimos que seria melhor parar antes do destino, e a escolha foi pela cidade de Natividade, que alguns de nós conhecíamos de histórias.

No caminho, paramos para fazer fotos com as placas. Nessa parada, uma família humilde passou por nós num carro velho pedindo informações. Nisso, as crianças desceram e ficaram maravilhadas com as motos. Deixamos que montassem e tirassem fotos, e até mesmo o pai da família quis fazer sua pose.

Depois deles irem embora, tiramos algumas fotos nós mesmos.

Eh nóis natividade !

Eh nóis natividade !

Um detalhe é que nesse ponto da viagem o calor começava a apertar. Quando se aproxima de Brasília é visível a mudança de clima, sendo predominante o clima seco e quente. Ao subir o DF em direção ao Tocantins, a situação piorava: o mesmo clima seco, mas mais quente!

Nessa foto estávamos completamente nus devido ao forte calor...

Nessa foto estávamos completamente nus devido ao forte calor…

Continuamos em direção a Natividade, e a poucos quilômetros antes do destino, nos deparamos com uma enorme procissão no meio da estrada. Quilômetros e quilômetros de gente que não acabava mais. Soubemos posteriormente que estávamos presenciando a Romaria do Senhor do Bonfim. Diz a lenda que um vaqueiro encontrou uma imagem do Senhor do Bonfim em um povoado da região, e que, apesar de todas as tentativas de levar a imagem para Natividade, a imagem sempre reaparecia no povoado. Desde então o pequeno povoado de Bonfim, com seus 100 habitantes, passou a receber mais de 50 mil fiéis anualmente para a romaria.

Chegamos em Natividade no início da noite. A cidade é bem aconchegante, e é a porta de entrada da Chapada dos Veadeiros, proporcionando uma bela visão da mesma nos limites da cidade. Chegamos e já fomos atrás de um lugar adequado para descansar. Achamos rapidamente: um bar com mesas na calçada, cerveja gelada e música ao vivo.

Tomando uma gelada em Natividade

Tomando uma gelada em Natividade

Como chegamos nesse bar bem cedo, vestidos de “astronauta” e com nossas montarias “espaciais”, logo chamamos a atenção e o dono do bar veio nos receber. Ele era fã de motos e contou que recebia muitos grupos de motoqueiros na cidade, fosse em direção à chapada dos Veadeiros ou ao Jalapão, mas nunca tinha visto alguém dizendo que iria para Oiapoque. Mais tarde, quando a música ao vivo começou, houve no bar algumas homenagens lidas pelo cantor, em razão do dia dos pais. As pessoas levavam suas frases em escrito e entregavam para que ele lesse. Qual não foi nossa surpresa quando ouvimos uma homenagem aos “motociclistas do Oiapoque”, lida de um papel entregue pelo dono do bar ao cantor.

Diferente dos hotéis que estávamos frequentando nos dias anteriores, arrumamos uma pousada simples para ficar. Estávamos conscientes que esse deveria ser o tipo de acomodação que iríamos usufruir dali pra frente, tanto por questões financeiras quanto por disponibilidade.

Não sabíamos que mais tarde essa mesma pousada seria considerada por nós um luxo, comparada a alguns de nossos quartos dos próximos dias.

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From → Oiapoque

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