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Oiapoque – 4º Dia – Natividade – Araguaína

13/05/2012

Saímos de Natividade por voltas das 10 horas. Ainda era difícil a missão de acordar cedo… Saímos com a intenção de andar o máximo possível no dia para dar tempo de chegar em Belém no final do dia seguinte. A meta então era andar bastante até anoitecer.

Seguimos subindo o Tocantins em direção a Palmas pela 010. A medida que subíamos, o calor ia aumentando e a umidade ia baixando. A vegetação também ia mudando para um cerrado seco, com poucas vistas de água.

Mesmo os (poucos) lagos já eram diferentes pra nós...

Mesmo os (poucos) lagos já eram diferentes pra nós…

Chegamos a Palmas, capital do estado do Tocantins. Palmas é uma cidade planejada e muito bem distribuída, com avenidas bonitas e arborizadas. É a capital mais nova do Brasil, tendo sido inaugurada apenas em 1989, um ano depois do próprio estado ter sido criado.

Nesse ponto os termômetros na rua marcavam 39º. E não foi a parte mais quente do dia...

Nesse ponto os termômetros na rua marcavam 39º. E não foi a parte mais quente do dia…

Sendo um município tão novo, ainda não está superlotado como as demais capitais, e por vezes tem até um ar de cidade desocupada. É possível ver várias quadras planejadas sem nenhuma construção ainda. Outro ponto interessante é o sistema de avenidas que se cruzam praticamente sem semáforos, sendo estes geralmente substituídos por rotatórias gigantes.

Prédio do governo estadual do Tocantins.

Prédio do governo estadual do Tocantins.

Seguimos atravessando a cidade e pegamos a rodovia estadual T-080, para oeste, a fim de chegar na BR 153 em Paraíso do Tocantins e continuar nossa subida em direção ao norte. Nessa estrada, atravessamos nada menos que o Lago Tocantins, que tinha “apenas” 8 km de extensão.

A pequena travessia. 7 km de  aterro, 1 km de ponte.

A pequena travessia. 7 km de aterro, 1 km de ponte.

Chegamos a Paraíso do Tocantins e pegamos a BR 153 em direção a Miranorte. A rodovia faz jus a sua fama: um mundaréu de caminhões que não acabava mais. Parece que praticamente qualquer produto que trafegue do centro-oeste/sudeste para o norte e vice-versa passa por essa estrada. Pelo menos o asfalto era bem melhor do que a 010.

Continuamos a subida e chegamos a Miranorte, onde seria nossa parada tardia para o almoço. Na saída o Haroldo aproveitou e parou em uma pequena loja de peças para comprar uma lanterna traseira para a Drag, que havia queimado. Enquanto esperávamos, íamos vivendo de longe o momento mais quente do dia e de toda a viagem. O calor era absurdamente escaldante, e muito seco. Por comparação, passava fácil dos 39º que havíamos enfrentado em Palmas.

Outro fato inusitado é que enquanto aguardávamos a atendente, uma escavadeira ia retirando o asfalto bem em frente a loja, e tínhamos praticamente um “countdown” para conseguir sair pela avenida principal. Felizmente saímos por uma gretinha de asfalto que sobrou mais a frente.

O resto do dia seria tranquilo, não fosse por mais um pequeno detalhe. Estava anoitecendo e calculamos que seria bom parar em Araguaína, uma cidade relativamente grande. Para isso, no entanto, tivemos que pegar um pequeno trecho a noite. Qual não foi minha surpresa quando o farol da Buell simplesmente apagou. Como estávamos relativamente perto de Araguaína, segui meus companheiros a noite sem farol e fui me orientando pelos fachos de luz deles.

Após a chegada na cidade, arrumamos rapidamente um hotelzinho próximo da rodoviária e com um preço razoável. Eu e Haroldo aproveitamos para trocar as lâmpadas queimadas de nossas motos.

Arrumamos um quiosque em meio a uma pequena praça para comer, e pedimos um prato típico da região, o “Shambari”. Na prática é um tipo de PF.  Depois foi só ir dormir. Combinamos de acordar bem cedo para tentar fazer os 850 km que nos separavam de Belém.

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3 Comentários
  1. Não lembrava do nome do PF: Shambari !!!
    Foi nesse dia, comendo o shambari ( é com S mesmo ? ) que descobrimos, no desespero, o segredo para cortar a queimação da pimenta: tomate !

  2. Breno permalink

    Como faz catchup picante então ???

  3. Haroldo permalink

    É mesmo! Tomate é a solução definitiva para pimenta! E verdade seja dita, o shambari é bem sem graça. Como faz catchup picante? Nem ideia… Mas chuto que o catchup picante é basicamente molho de pimenta com um tomate, aí 1 tomate alivia tanto a pimenta que fica apenas picante…

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