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Oiapoque – 7º Dia – Belém

23/07/2012

Acordamos meio tarde, meio de ressaca. O dia era de folga, então ninguém estava muito preocupado em levantar das redes. A única tarefa que tínhamos era embarcar as motos no navio. Depois seria só conhecer mais um pouco de Belém.

Levantamos e almoçamos no próprio bar do porto, um PF daqueles. Mais um pouco de preguiça curtida, fomos em busca das motos para prepará-las para o embarque.

Bravas montarias se aventurando sobre a água.

Bravas montarias se aventurando sobre a água.

A própria espera para o embarque foi emocionante: a maré mudava muito (e era chamada maré, apesar ser um rio). Tínhamos que esperar a maré subir, para que o convés inferior do navio ficasse alinhado com o cais de madeira. E como essa maré mudava. Durante a noite, a água abaixo do barco sumia e ele ficava com o casco diretamente no fundo do rio.

Sobe, desce, sobe, desce, e chegou a hora de embarcarmos as motos, antes que a maré descesse de novo. Os marinheiros trouxeram o navio o mais próximo possível do cais, usando instrumentos moderníssimos de navegação chamados “braços” e “cordas”. Encostaram o navio, e mesmo assim restava uma boa distância entre o convés e as ripas de madeira, suficiente para uma moto fazer um mergulho em direção ao fundo do rio, num caminho sem volta (pelo menos até que a maré baixasse de novo).

Fizemos uma notável estrutura de madeira entre o convés e o cais, usando tábuas e tocos, tal qual o próprio Niemeyer teria inveja, tão torto que estava. E entramos com as motos, uma a uma. Felizmente, nenhum acidente registado.

A Dragstar acomodada em seu camarote pessoal pelos próximos dois dias.

A Dragstar acomodada em seu camarote pessoal pelos próximos dois dias.

Feito o serviço de alta periculosidade, saímos do porto novamente em direção ao Ver-o-peso, para aproveitar mais do camarão e conhecer um pouco de Belém.

Praça

Praça

Belém é uma cidade interessante. Uma mistura de porto com cidade histórica traz uma visão bem diferente. Modernos shoppings se misturam com construções antigas, avenidas largas com ruas pitorescas, bairros novos e modernos com zonas portuárias.

Barcos

Barcos

Construções antigas

Construções antigas

Terminamos a volta por Belém em um shopping, onde jantamos um bom e velho fast food e abastecemos nossos estoques de material de higiene, fármacos, entre outros. Pegamos um táxi de volta pra “casa”.

Chegando no navio, aproveitei a maré baixa para tentar encontrar uma arruela que eu havia perdido quando retirei os retrovisores da moto para embarcá-la. Nesse momento, à noite, a água havia recuado bastante e o chão abaixo do cais estava à mostra.

Procurando a arruela perdida. De dia a água chega no dobro dessa altura aí.

Procurando a arruela perdida. De dia a água chega no dobro dessa altura aí.

Hora de voltar ao navio e tirar uma soneca até o dia seguinte. O navio sairia de madrugada para ir a outro porto buscar passageiros.

Descanso merecido

Descanso merecido

Fim do dia, fomos para as redes para aguardar o início da nossa aventura fluvial.

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