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Oiapoque – 13º Dia – Oiapoque – Macapá

24/09/2012

Saímos de Oiapoque por volta das 10h. Como já conhecíamos a estrada, esperávamos conseguir chegar em Macapá ainda antes do fim do dia. O único desafio já havia sido superado uma vez: os 200 km de estrada de terra entre Oiapoque e Calçoene.

O asfalto se transforma na estrada de terra que corta tribos indígenas no meio da amazônia.

O asfalto se transforma na estrada de terra que corta tribos indígenas no meio da amazônia.

A volta ia tranquila, o terreno já era relativamente conhecido nosso. As paisagens amazônicas iam passando novamente por nós, deixando aquele ar de lugar virgem e intocado pelo homem.

Mas a nossa viagem não podia continuar assim tão tranquila, afinal, precisamos de histórias pra contar. Em um trecho particularmente enlameado, eu, andando na frente, levanto nas pedaleiras da Buell e luto ferrenhamente para não deixá-la cair, deslizando, freando, acelerando, diminuindo velocidade do jeito que podia… foi quase, mas passei ileso. No que olho pra trás, no entanto, não vejo meus companheiros. Mal sinal. Volto com extrema cautela, e avisto os dois logo após uma descida cheia de lama: a Dragstar atravessada na pista e com lama na lateral.

Notadamente o Haroldo encarou o tombo com muito bom humor!

Notadamente o Haroldo encarou o tombo com muito bom humor!

Totalmente contra a lei ambiental, nosso colega Haroldo compra um terreno bem no meio de terras indígenas. Nada de grave: uma rabeada da drag na terra o joga no chão, mas em baixa velocidade. Mais sujou do que quebrou.

Prejuizos leves

Prejuizos leves

Recuperados do susto, continuamos a viagem, dessa vez com cautela extra e velocidade reduzida. É impressionante o que um pequeno tombo pode fazer em prol da segurança nas estradas!

Chegamos finalmente ao final da estrada de terra, e voltamos ao abençoado asfalto. Alívio para uns, pesar para outros…

Haroldo comemora a volta do asfalto...

Haroldo comemora a volta do asfalto…

... e o Rui se despede da terra!

… e o Rui se despede da terra!

Bom, demos o braço a torcer que nosso companheiro Haroldo foi O cara da vez: encarar 400 km de terra em uma Dragstar, sacolejando, pulando, rabeando, enlameando, definitivamente foi um feito memorável.

400 km de terra numa custom... o cara merece!

400 km de terra numa custom… o cara merece!

Depois da foto do Haroldo, eu e o Rui também registramos nosso estado pós-oiapoque:

O bicho grilo aí era só alegria.

O bicho grilo aí era só alegria.

Eu havia passado ileso dessa vez, mas mal sabia o que me aguardava até o fim da viagem...

Eu havia passado ileso dessa vez, mas mal sabia o que me aguardava até o fim da viagem…

A partir daí a viagem passou a ser bastante tranquila. Na volta, o Rui ainda quis fazer uma homenagem à sua digníssima esposa.

Basta trocar o "LÇ" por "R".

Basta trocar o “LÇ” por “R”.

Continuamos a descida. Como saímos tarde e atrasamos um pouco na estrada de terra, o dia ia se esvaindo. Porém, como eram apenas mais 300 km, decidimos que seria seguro dar uma esticada até Macapá.

No meio do caminho paramos em Tartarugalzinho, uma cidadezinha a beira da estrada, para almoçarmos. Na saída, presenciamos mais uma torrencial chuva amazônica: em menos de 5 minutos só se via água para todos os lados. E 15 minutos depois, sol rachando, como se nada tivesse acontecido.

Mais uma tempestade tropical.

Mais uma tempestade tropical.

Depois da chuva, continuamos o caminho, até finalmente chegar a Macapá já no início da noite. Na entrada da cidade, decidimos parar no Marco Zero, o monumento que marca a linha do Equador.

O Marco Zero. Linha do Equador logo atrás de nós.

O Marco Zero. Linha do Equador logo atrás de nós.

Aproveitamos para relaxar e curtir a sensação de dever cumprido: havíamos ido e voltado do Oiapoque e já estávamos novamente na civilização.

A eterna briga entre o norte e o sul do planeta...

A eterna briga entre o norte e o sul do planeta…

Seguimos nosso caminho e encontramos um hotel em conta para passarmos a noite. Mais tarde, fomos ao encontro do Uri, um integrante do BuellBR que por extrema coincidência estava em Macapá e me ligou para tomarmos uma cerveja na beira da praia!

BuellBR se encontra com PDF-MC

BuellBR se encontra com PDF-MC

Depois da fantástica refeição (restaurante Trapiche, na avenida beira-rio de Macapá), rumamos para o hotel e dormimos tarde, ainda curtindo a sensação de dever cumprido!

Oiapoque estava vencido!

Jalapão que nos aguardasse!

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From → Oiapoque

3 Comentários
  1. Caroene Gandra permalink

    Ah que lindo, meu marido é demais!!!!!!!!

  2. Uri permalink

    foi um enorme prazer te encontrar e ouvir em primeirissima mão suas histórias e aventuras, te considero de longe o cara mais aventureiro que conheço, continue sempre assim e que tenha uma excelente viagem ao ushuaia…. abçs kamarada;
    Uri . se bobear, eu apareço

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