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Oiapoque – 14º Dia – Macapá – Belém (barco – parte 1)

17/10/2012

Acordamos, tomamos café e arrumamos as motos. Enquanto aguardávamos que todos fizessem o acerto no hotel, as motos estavam paradas logo à frente, no que reparamos em algo inusitado…

A esse ponto da aventura, achávamos que não havia nada que não soubéssemos sobre o calor do norte. Mas, pra nossa surpresa, o asfalto simplesmente cedeu onde os descansos das motos pegaram no chão!

O calor escaldante...

O calor escaldante…

... fez o asfalto ceder sob o peso das motos.

… fez o asfalto ceder sob o peso das motos.

Esse fato nos fez o favor de lembrar a dificuldade que tivemos de desembarcar as motos no porto, em cima de uma chapa quente de ferro (também conhecida como balsa). Seria mais uma luta para embarcar tudo de novo.

Eu e o Rui fomos em direção ao porto para arrumarmos nosso transporte de volta a Belém, enquanto o Haroldo partiu para resolver com o Zé Carlos, o companheiro que conhecemos em Macapá, qual seria o esquema para envio da nova bomba de gasolina da DragStar. O Haroldo conseguiu agilizar uma nova bomba, e agora pretendia enviá-la via sedex para a casa do Zé Carlos em Belém. Daria o tempo certo de chegarmos de barco e a bomba chegar pelo correio.

Arrumamos um barco que sairia no mesmo dia, as 18h, e aceitaria as motos. Detalhe que dessa vez era um barco e não um navio, pelo fato de ser feito de madeira. Apesar disso, era maior do que o navio no qual nos hospedamos na viagem de ida. Teríamos que esperar até o fim do dia para embarcar, mas isso tinha um ponto positivo: o sol não estaria a pino e provavelmente a chapa de ferro da balsa não estaria tão quente.

Voltamos todos para nos encontrarmos na orla de Macapá, e aproveitamos para almoçar novamente no Trapiche, o excelente restaurante do dia anterior. Aproveitamos que nossas máquinas estavam fazendo pose pra nós e tiramos algumas fotos.

"Uly", "Té" e "Mô"

As bravas montarias !

Saímos do restaurante, nos despedimos de Macapá e fomos em direção a Santana embarcar. Como previsto, o sol não estava mais a pino e felizmente o calor deu uma “trégua” de leve. Embarcamos as motos, colocamos as malas no camarote e amarramos nossas garimpeiras. Estávamos prontos para a volta pelo rio.

Um arro sendo embarcado no barco de frente pro nosso. Essa balsa onde ele está é a tal chapa de ferro escaldante que tanto nos fez sofrer dias antes.

Um carro sendo embarcado no barco de frente pro nosso. Essa balsa onde ele está é a tal chapa de ferro escaldante que tanto nos fez sofrer dias antes.

Tivemos uma notícia não muito animadora: o barco onde estávamos estava com problemas no motor, e isso significava que teria que fazer um ritmo menor do que o normal. A chegada em Belém estava prevista para só dali a mais dois dias. Nossa vida de marinheiro tinha ganho uma pequena prorrogação.

Pra nossa sorte, esse barco tinha um terceiro andar onde um bar serviria de posto de guarda para nós. Subimos pra lá e curtimos calmamente a despedida de Macapá.

Adeus, terra longínqua!

Adeus, terra longínqua!

Nossa aventura sobre as águas da amazônia se iniciava mais uma vez!

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From → Oiapoque

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