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Oiapoque – 15º Dia – Macapá – Belém (barco – parte 2)

21/10/2012

Acordamos pro que seria um tranquilo dia. Ficaríamos viajando de barco sobre as águas dos rios amazonenses.

O barco onde estávamos estava com um motor provisório, enquanto o seu oficial estava em manutenção, e por isso a velocidade estava bem baixa. Isso significava que as tradicionais 24 horas de viagem seriam estendidas para 36 horas. A chegada em Belém só se daria no dia seguinte pela manhã.

Quando acordamos, o porão do navio estava sendo carregado com milhares de cabos de vassoura.

O porão do navio estava sendo carregado com milhares de cabos de vassoura.

Acordamos com o barco parado. Ele estava atracado em um pequeno píer onde alguns homens o carregavam com milhares de cabos de vassoura. A ilha onde ele atracava tinha uma produtora de madeira, como tantas que existem por lá.

Depois do demorado carregamento, continuamos no rumo. Durante a tarde, o barco fez outra parada em Breves, que é um dos municípios que compõe a Ilha de Marajó, a famosa ilha dos búfalos localizada na foz do rio Amazonas.

Breves, na Ilha de Marajó

Breves, na Ilha de Marajó

Nesse porto, nos chamou a atenção um imenso Catamarã (navio de dois cascos) da marinha. Estavam atracados pela campanha anti-escalpelamento: na região existem várias ocorrências de mulheres que perdem o couro cabeludo por acidentes envolvendo os motores dos pequenos barcos.

O catamarã da marinha brasileira.

O catamarã da marinha brasileira.

O bichão de frente

O bichão de frente

Com essa campanha, a própria marinha se encarrega de instalar capas protetoras nos motores, para não deixar os eixos expostos. Os longos cabelos enrolam nos eixos dos motores dos barcos e causam tragédias.

Instalando capas protetoras nas partes expostas dos motores

Instalando capas protetoras nas partes expostas dos motores

Partimos de Breves, e a partir daí foi uma tranquila e de alguma forma monótona viagem de barco. Revesávamos nas difíceis tarefas de dormir na rede, almoçar, jantar.

Mais a noite, subimos no terceiro andar do navio, onde ficava o bar, e tomamos algumas cervejas pra animar a noite. Tínhamos comprado uma garrafa de vodca, e ela se tornou nossa companhia noturna. Fim de noite, fomos dormir, ansiosos pela chegada em Belém logo cedo no dia seguinte.

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From → Oiapoque

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